quarta-feira, janeiro 30, 2002




As pessoas brigam por cada bobagem, né?!

Por outro lado, uma bobagem pode ser tão incrivelmente irritante!

De qualquer forma, é sempre triste brigar com você, ainda que seja algo tão insignificante que mal dê para chamar de briga. Mas também é sempre triste quando você faz essa "bobagem" tão irritante. Ao menos, eu fico triste. Com ambas as coisas.

Amo muito você, viu?!
;)






Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.
Eu odeio a Telesp Celular.


terça-feira, janeiro 29, 2002




Começar o dia encontrando meu amor é "tudo de bom" (eita mania de Manda essa de falar tudo de bom que eu peguei e num largo mais.

Enfim, o fato é que fiz parte do trajeto com ela hoje, e talvez isso vire rotina. É outra coisa. Primeiro, porque eu no Metrô com ela, a sensação que dá é de que estou indo ao cinema, ou algo do gênero. Depois caio na real: hora de me despedir, e tomar o caminho da roça. Mas tudo bem. Ao menos, a disposição é outra. Estou de excelente humor, como não poderia deixar de ser.

Ela me diz, antes de se afastar: "bom dia, meu amor".

Sim, terei um bom dia. Claro que sim. Já não pode mais deixar de ser.


segunda-feira, janeiro 28, 2002




De novo


Mais uma vez, tenho algo a te dizer.

Durante muito tempo, tive algo a dizer, mas o acaso me obrigou a calar-me. Agora aconteceu de novo.

Tenho algo a te dizer. Poderiam se resumir em três palavras. São três palavras que significam muito, e há mesmo muito a significar. Por isso não resumo. Há muito por trás dessas três palavras. Então queria explicar.

Explicar que aconteceu de novo. Não sei sei foi o olhar doce e profundo. Ou o lindo sorriso. Talvez a inteligência, o senso crítico. O companheirismo, a integridade. O jeito com que se dirige a mim. O jeito ora cauteloso, ora impulsivo. A personalidade forte e impetuosa. Ou um pouco de casa coisa. Não sei. Só sei que aconteceu outra vez, sem pedir licença.

Mais uma vez, me apaixonei pela minha melhor amiga. Pela mulher mais incrível que já conheci.

Eu me apaixono por você todos os dias, pela manhã. Assim que a força dos pensamentos vence a sonolência e eles se fazem compreensíveis, compreendo que a amo. De novo. A cada dia.

E agora, não preciso ficar calado.

Sei que vai acontecer mais uma vez. Amanhã sem falta. E sei que poderei te dizer.

Até amanhã, meu amor. De manhã cedo, no primeiro pensamento. Quando pensarei em você, enquanto me apaixono. Pelo olhar doce e profundo. Pelo lindo sorriso. Pela inteligência e senso crítico. Pelo jeito com que se dirige a mim. Pelo seu jeito, ora cauteloso, ora impulsivo. Pela integridade. E pelo companheirismo. O companheirismo que a manteve a meu lado durante o silêncio. E que permite que eu te diga o quanto eu te amo. De novo.






Amo você demais.

De novo. Não resisti, precisava dizer.




sábado, janeiro 26, 2002



Quando o conquistador espanhol Pizarro chegou ao Peru, com 103 homens a pé e 62 a cavalo - dentre os quais, 4 de seus irmãos - encontrou um império de milhares de habitantes, adorando ancestrais e estátuas com carrancas demoníacas e vivendo "sobre as nuvens".

É impressionante como a visão maniqueísta da história, por mais que seja criticada, nunca se desfaz. No máximo, se inverte. Da mesma forma que quando aqui chegaram, os espanhóis praticamente extinguiram a "sub-raça" Inca, considerando-os demoníacos e alguns, até mesmo afirmando que eles sequer eram humanos, hoje se fala na covardia dos conquistadores com tamanha repulsa e ódio, que eles é que parecem passar a braços direitos do Coisa Ruim. Dupla ingenuidade.

O famigerado encontro demonstra nada mais nada menos que um devastador choque de culturas, aliado a um aterrorizante medo do desconhecido. E demonstra claramente a ausência de "verdades superiores e alheias ao homem", uma vez que do encontro entre dois homens absolutamente distintos, não se distingue um único ponto comum entre a "verdade de ambos".

Pizarro e seus homens - dentre eles padres, detentores da "verdade", portando o "livro sagrado" para catequizar os nativos - encontraram um império exótico. Viviam em construções nunca vistas pelos espanhóis. Encontrava-se em picos de montanhas que ficavam sobre as nuvens, absolutamente isolados do mundo - que para os Incas, resumia-se a seu Império - alimentavam-se de uma raíz desconhecida por eles - a batata, de milho, e de roedores asquerosos - chinchilas e parentes próximos. Usavam para transportar cargas, não cavalos e burros como os espanhóis - os Incas jamais haviam visto cavalos. Usavam lhamas que, obviamente, os espanhóis também não conheciam.

E ali estava esse império, há milhares de anos, vivendo em paz, isolado do mundo. De repente chegam 165 homens como eles jamais viram. Inimigos? Deuses? Não sabiam. A melhor coisa a fazer nessa situação era recebê-los. Como hóspedes, mas sem a ingenuidade de deixá-los totalmente à vontade. Os Incas os hospedaram, mas passaram a observá-los. E a curiosidade era recípocra. Os espanhóis ali estavam, sendo recebidos de forma amigável, mas desconfiada e fria. Por um povo que os assustava pelas suas diferenças. E eles queriam as terras dos Incas, que eram seu maior patrimônio. Eram sagradas. E queriam também seu ouro, que para os Incas, não passava de adorno. Quiseram sim, conquistar sem o uso da força. Pizarro estava em minoria esmagadora mas, por outro lado, sabia que a ausência de armas de fogo no Império Inca era uma grande desvantagem para o inimigo. Ele poderia vencer. Mas preferia não ter que guerrear. Por outro lado, tinha pressa. E sede de conquistas. Tudo o que ele precisava era de uma desculpa para declarar a guerra. Um motivo santo.

Pizarro ensinou espanhol a dois nativos, para que lhe servissem de intérprete. Então, tentaram ensinar a "verdade". Ensinamentos bíblicos, que contrariavam tudo o que eles veneravam e acreditavam há muitos anos. Levaram Pizarro então a seu líder, Atahuapa, juntamente com um jesuíta. Mostraram-lhe a Bíblia, e lhe disseram: esse livro diz toda a verdade. Atahuapa segurou então o livro, curioso.

-Está bem, então eu quero ouvir a verdade. Vamos ver o que isso me diz.

Se os espanhóis tinham algo importante a lhe dizer, ele queria de fato ouvir. Mas já havia descartado a possibilidade de serem deuses: eles adoeciam, sofriam com o soroche - o mal estar causado pela altitude. Deuses não ficam doentes. Estava começando a se irritar com a demora deles na região. Sentia-se inseguro na presença dos espanhóis - e o sentimento era recípocro. Ordenara a seus súditos que ficassem de olho nos estranhos. Se oferecessem qualquer perigo, declarassem guerra. Que lhe trouxessem a cabeça de Pizarro, se ele ousasse perturbar a paz Inca. Mas eles seriam ao menos ouvidos.

Atahuapa aproximou a Bíblia de seu ouvido e ordenou que ela lhe dissesse a verdade. Mas ela nada disse.

Ele olhou para Pizarro, ressabiado. Porque um estranho invadia seu Império e tentava lhe impor uma verdade muda? Olhou bem em seus olhos e, com impaciência, disse:

- Isso aqui não me diz coisa alguma.
Atirou a bíblia no chão e acabou andando a cavalo pelo seu Império, junto com Pizarro. Somente sua cabeça, nos braços do homem que a separou de seu corpo.





Minha garota de coragem, essa é minha frase para você sobre nosso final de semana:

"Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo."
(Mark Twain)


quinta-feira, janeiro 24, 2002




Conversar com a Manda é "tudo de bom" como ela costuma dizer. Se tem alguém que me atura babando pelo meu amor sem reclamar é ela. E olha que, embora eu a adore, ela não é minha melhor amiga... afinal, nem conheço a moça há tanto tempo. Mas ela acha tão bonitinho meu namoro, que fica feliz por mim (eita amizade gostosa, né?! assim que é legal, quando a gente consegue ficar feliz pelo outro), e me ouve à vontade.

Bom, eu não hesito: uso e abuso. Daqui a pouco, mesmo a Manda, que é "apaixonada" por nós dois junto, enche o saco, e me manda à merda, hehe.
;)

Bjos, Manda!
:*





Estava (ou melhor, estou) conversando com a Manda sobre saudades e namorados melosos. Ela falou sobre a possibilidade de, se o namorado(a) for meloso(a), às vezes não dá tempo de sentir saudades. Bom, a teoria não é dela, ela apenas citou.

Daí eu me lembrei de dias que passei ao lado da minha querida. Dez horas juntos, grudados. Então me despeço e, 5 segundos depois, estou há um metro de distância, e já me bate aquela saudades. Aquele arrependimento de ter dito tchau... aí eu olho pra trás, e curto a imagem dela por mais uns instantes... linda, se afastando.

Bom, a teoria definitivamente não se aplica a mim.
;)





E de repente me lembro da pequena Bárbara. Ela parece um tanto distante porém, muito real.
Ambas as coisas são ótimas.

;)





Sento aqui, vejo a tela em branco, e tudo o que consigo pensar em escrever é:

SAUDADES






O pior de um dia estressante e abarrotado de trabalho não é o stress ou o cansaço. Quase não falei com (ou escrevi para) ela hoje. Isso sim é terrível e difícil de agüentar.

...

Constatei esses dias que entre 23/11/2001 e 23/01/2002, ou seja, em exatos dois meses, recebi 586 e-mails dela. Isso sem contar os que apaguei - foram poucos, é verdade, mas existiram. E devo ter enviado outros tantos. Dados impressionantes.





Olha só que emocionante: fui citado por outro blog, o 4 Marias. E não se tratam de 4 marias quaisquer. São elas minha irmã caçula (Mariana) e suas "amigas para sempre" Bárbara, Liziane e Flávia, que escrevem sob a alcunha de Mari Maria, Babi Maria, Lizi Maria e Flávia Maria. Quer dizer, na verdade não sei se os pseudônimos são exatamente esses, ou se alguma delas usa o nome todo, como por exemplo Liziane Maria. O fato é que alguma delas botou Maria depois do nome e como Maria vai com as outras, surgiram as 4 Marias.

Hehe, mas isso foi só uma brincadeira para um trocadilho infame. São 4 aborrecentes sim, mas bastante autênticas. Aliás, aborrecentes que, excetuando a piveta da minha irmã, não aborrecem. Converso com freqüência com a Babi pelo ICQ e ela é uma gracinha. Conversei com a Flávia uma única vez, e a garota é também bastante simpática. Já a Liziane ainda não tive o prazer de conhecer. De qualquer forma, também não deve aborrecer. Em compensação, a Mariana aborrece pelas 4.

Bom, chega de enrolação: é isso aí, blog de 4 garotas com 15 ou 16 anos. Cômico se não fosse trágico. Trágico se não fosse cômico. Anyway, vale uma visita





Amigos e suspiros

A função do(a) melhor amigo(a) de alguém apaixonado é ouvir suspiros de amor sem suspirar de tédio. Sim, porque quando não se está com a pessoa amada é necessário, no mínimo, falar sobre ela. Aí entra o melhor amigo. Tem que agüentar, e nada de reclamar.

Tá vendo?! Porque inventei de namorar minha melhor amiga?

Queria falar que a amo muito.
Que já estou com saudades.
Que ela é linda demais.
Que queria poder abraçá-la agora.
Que queria ver seu sorriso.
Que queria ver o brilho em seu olhar.
Queria palavras dela.
E beijos, muitos beijos.
Queria ouvi-la dizer que me ama.

Claro que posso dizer isso tudo a ela, e o faço com freqüência. Mas é diferente de choramingar para um amigo, reclamando de saudades. E claro, também, que eu choramingo para muitos amigos. Mas sempre com aquele peso na consciência de "chega, já enchi demais, vou parar de falar nela". Com melhor amigo não tem peso na consciência. Não faz mais que a obrigação. Vai ver é por isso que eu a encho tanto. Repito tanto que ela é linda, deixando-a sem jeito. E por isso também que, quando não posso estar com ela e já choraminguei mais do que podia para meus amigos, eu venho para o blog.

Bendito seja esse negócio que, para minha sorte, além de tudo, ela lê diariamente. Então vou matar dois coelhos com uma cajadada só... vou dizer para ela, nos ouvidos do meu amigo blog:

Eu te amo muito.
Já estou com saudades.
Você é linda demais.
Queria poder te abraçar agora.
Queria ver seu sorriso.
Queria ver o brilho em seu olhar.
Queria ouvir palavras suas.
Queria beijos seus, muitos beijos.
Queria ouvir você dizer que me ama.


Bom dia, meu amor.




quarta-feira, janeiro 23, 2002




Saudades é um sentimento infinito. Impressionante.





Andaram me pedindo:
ICQ: 32258163 (Dave Mathews)





Sei que já postei essa imagem. Mas acho que ela cabe aqui de novo.

Olha só porque eu a prefiro sorrindo:










É verdade: o Lula publicou fotos reconhecíveis da musa dele. Aparecendo o rosto inteiro e tal. Eu não, só publiquei fragmentos.

Pois saibam: a idéia é essa mesma... vão ficar na curiosidade. A não ser aqueles que a conhecem, ou já firam as fotos inteiras que tenho aqui comigo. Esses podem confirmar que é uma morena e tanto.

;)




Tava lendo o blog do Lula, no qual, dentre outras coisas, o moço lança uns posts apaixonados de vez em quando, chamando a Lica, namorada dele, de Melhor Mulher.

Assim mesmo, com maiúsculas e tudo. Bonitinho, embora dê vontade de reivindicar o título: "peraí, a melhor mulher é a minha", hehe.

Quanta bobagem, né? Cada qual com a sua Melhor Mulher. Sorte a nosso. Só sei que é bom demais ter a minha morenaça.
;)





Maravilhoso vê-la sorrindo novamente. Ponderando longamente, e decidindo de repente, como sempre. O lindo sorriso de volta aos lábios, empolgação, entusiasmo. É por momentos como esse que eu a amo.

Fique bem, meu amor.


terça-feira, janeiro 22, 2002




Vantagens de se passar o Carnaval em São Paulo

A cidade fica vazia. Considerando-se que o grande problema dessa cidade é a superpopulação, essa é uma grande vantagem. Tudo fica melhor em São Paulo quando há evasão

Nessa época pré-Oscar, costuma ter excelentes filmes em cartaz. No Carnaval, não há muitas filas nos cinemas.

É capaz que chova, deixando fulos os que estão na praia. Se fizer sol, deixando fulos os que aqui ficaram, ao menos os poucos parques da cidade estarão mais vazios.

Não há trânsito.

Em São Paulo, o Carnaval acontece no Sambódromo. Raramente temos que aturar foliões de rua como por exemplo, no interior de Minas.

E principalmente: em São Paulo ou não, estarei com ela. É o que importa.





Quando desligamos, pensei um bocado. Muitas coisas vieram à tona, coisas recentes e antigas. Estava difícil dormir. Mas uma frase ficava se repetindo em minha mente, e me tranqüilizou: "as coisas sempre terminam bem. Se não estão bem, é porque ainda não acabou".

Sempre que eu tinha medo era você que me acalmava. Geralmente, dizendo isso. Com uma docilidade que só você tem.
;)





Não sei mas sentir medo sem você. Estava sim agoniado. Receber seu telefonema foi um enorme alívio, apesar de você também estar assustada. Vê-la se acalmar me tranqüilizou.





Acho que poucas vezes antes, quis tanto um abraço seu como ontem à noite.


segunda-feira, janeiro 21, 2002



O Mundo Perfeito anunciou hoje uma novidade, que deve entrar em vigor assim que o site-blog mudar de endereço, mas já publicou uma prévia da coisa: a propaganda perfeita.

Aqui está ela, mas você também pode visualizá-la in locco, visitando o Mundo Perfeito da Dani. Aliás, a propaganda é criação da mesma, redatora excepcional, com minha direção de arte.
;)









Olha só o comment que a Vanessa Marques deixou sobre nós em seu próprio blog:

"Thi, vc é o cara mais folgado que eu conheço. Disparado, aliás. E a mulher mais folgada é a sua namorada.
Coincidência, não?"

Comovente, não?

:)


domingo, janeiro 20, 2002



Hoje escrevo aqui com um espírito um pouco diferente. Não escreverei palavras apaixonadas, mas tristes e indignadas. Desiludadas com o ser humano, criatura ingrata.

Graças a mim, Vanessa Marques recebeu em sua casa, essa sexta-feira, uma deliciosa caixa de bombons com cereja. O presente foi do Vinicius, que trabalha comigo, mas quem conseguiu o endereço da garota fui eu. Depois desse belo gesto de amizade, olha só o que a moça andou escrevendo sobre mim! Que absurdo, quanta ingratidão! Ela insinuou que eu coloquei a integridade física dela em risco em troca de alguns CDs piratas... pq isso, Vanessa? Só porque o rapaz tem fortes ligações com a máfia colombiana e venezuelana, e viveu anos no México, onde tem negócios obscuros até hoje? Poxa, também não é por aí, né?! Isso é tudo o que eu sei sobre ele, mas ele tem cara de bom moço... eu não daria seu endereço pra qq um!

Quer dizer... alguém aí tem o novo da Björk?!


sexta-feira, janeiro 18, 2002




Alguns minutos livres, muito raro. No entanto, não tenho nenhuma inspiração pra escrever. Acho que vou escrever banalidades, então.
Comecei o dia ouvindo Moloko... nossa, logo cedo, haja ânimo. Transformei a agência numa discoteca às nove da manhã. E claro, quase ninguém por aqui ainda. Basicamente eu e a foto dela, me olhando sorridente, fora dois ou três outros gatos pingados.

;)


quinta-feira, janeiro 17, 2002




Entrem no blog do Mytho e leiam o conto sobre a garota fanática por nomes. Bom, leiam o blog todo, que é legal. Mas esse conto é dos melhores posts, vale a pena.

;D





Tanto quanto delicada, sensível e inteligente.

Bom, estou cansado de saber disso. Por isso a amo tanto.





Ela é inacreditavelmente doce.





Ontem ela estava inacreditavelmente doce.





Hoje é um dia especial também para nós. Deixou de ser "o mais especial", mas sempre será muito especial. E só deixou de ser o mais de todos, porque ela me deu um dia ainda mais incrível. Um lindo presente de fim de ano. O dia derradeiro, agora, é dia primeiro. Mas dia 17 vai ficar para a história, como tantos outros.

Ótimo dia pra vc, meu amor.

(Mandei um e-mail pra ela, mas ela está a semana toda em reunião. Pelo mesmo motivo, não pude ligar no celular dela, como fiz no último dia 17. No último, telefonei logo cedo, e mandei flores.)

De qq forma, o e-mail está lá, esperando por ela. E aqui deixo esse post. Com amor e saudades.





Bom, é hoje o dia. Mas já postei sobre isso ontem, então agora não vou falar muito. Apenas relembrar.

Aniversário da Vanessa Marques.

Parabéns!


quarta-feira, janeiro 16, 2002




A Vanessa Marques anda me ameaçando de morte por aí. Falou pro Mytho que se eu a chamasse novamente de Vanesse Marques, ele podia me assassinar sem dó.

Pois é, e no blog dela ela declarou não querer se lembrar que amanhã ela completa 22 primaveras. Eu não só vou parabenizá-la amanhã, como estou publicando isso aqui. E me referindo a ela como Vanessa Marques. Minha nossa, estou acumulando motivos para um homicídio!

A verdade, Van, é que você está mesmo de parabéns. De parabéns pela pessoa em que foi se transformando ao longo desses 22 anos. Deixa esse mau humor de lado e aproveite seu dia.

Felicidades.





Como de praxe, não fui ao aniversário da Érica. Espero que ela não fique chateada. Eu realmente não pude. Afinal, como também é de praxe, fiquei preso no trabalho.


segunda-feira, janeiro 14, 2002




Que chuva! Só pra ferrar o trânsito.
E eu tenho compromisso depois do trabalho, já ia ser o último a chegar na nossa "reuniãozinha" no apê de um amigo que mora no Copan. Agora então (tô aqui vendo pela janela, tá tudo inundado), vou chegar lá de madrugada. Que saco.

Ela vai estar lá. Mais um motivo pra chegar o quanto antes. Que saudades! Nem parece que a vi ontem... ou melhor, que passei o fim de semana com ela na praia. E mais: não parou de chover, então não saímos de casa, o que significa que ficamos grudados. Ainda assim, saudades.

Nossa vida social anda agitada desde que começamos a namorar. Churrasco com amigos, hoje reunião no Copan, e outros vindo. Amanhã tem a festa da Érica. Tem seu lado bom, claro. Mas também tem o ruim.

Quero ir ao níver amanhã por consideração a Érica, que é muito gente boa. Por outro lado, não sei se ela vai topar ir, e não tô muito afim de ir sem ela. Bom, vamos ver o que que rola.

;)





Hehe, o Lula entrou na onda de outros amigos meus: a onda de se contagiar pelo clima de paixão que paira no ar deste blog e dos blogs de outros amigos, e publicou um post falando disso, assim como a Manda freqüentemente faz. E falou de saudades da musa dele, que mora lá em Fortaleza. Minha nossa, é muito longe. Admiro esse cara!

;)





A Manda publicou um post sobre amor de bicho, falando do Nich, o ferret de estimação dela. Daí foi inevitável lembrar de outro animalzinho que tem uma ligação fortíssima com a moça: o Feio, um cachorrinho de pelúcia muito viadinho, com lacinho no pescoço, que fica sobre o monitor da menina. A ligação entre eles é tão forte que hoje, quando ela chegou aqui com tiarinha na cabeça, escondendo e protegente as ex-orelhas de abano recém-operadas, encontrou o bichano com a cabeça toda enfaixadinha, de orelha a orelha, se lamentando de dores. Ah, que fique bem claro: ninguém nunca nem tinha notado que as orelhas da Manda eram de abano. Mas a menina, perfeccionista em tudo o que faz, parece que é perfeccionista com ela mesma também, e resolveu corrigir o defeito quase imperceptível.

Bom, o fato é que o Lula não poderia deixar barato, e enfaixou a cabeça do pobre bichano, enquanto sua dona - ou as orelhas dela - entrava na faca.

Essa é só uma das muitas aprontadas que fizemos com o bichinho aqui no trampo. Freqüentemente ele é raptado e sofre incontáveis torturas enquanto ela recebe os pedidos desesperados de socorro via e-mail ou ICQ. Um tempinho atrás, o cachorro fugiu, cansado da superproteção obcessiva da Manda. Pra conseguir se sustentar, o meigo bichinho foi obrigado a vender o seu corpinho. Viciado em crack, passou a dar a bunda em troca de pedras. A dona do pobre, desesperada, não acreditava em nós, que o encontrávamos na pracinha aqui perto, nos oferecendo favores sexuais. Para o bem dela, que precisava encarar a verdade, tirei algumas fotos dele na sargeta, abraçado a uma garrafa de champagne, completamente bêbado. E outras dele fazendo sexo explicito com o Murphy da Kiti (vocês se lembram do Murphy aquele gurila que faz barulho e abre a boca quando apertamos sua barriga? pois é, o próprio). Enviei as fotos por e-mail. Doeu mais em mim do que nela, mas era preciso.

Bom, o bichano, a muito custo, se recuperou, largou as drogas, e voltou a habitar o monitor da Manda, com lacinho no pescoço, e o jeito viadinho de sempre. Até o próximo rapto.

;)





Hehehe! A Manda já tá de volta. Com orelhas novas.

;)

Tudo de bom pra você, menina, na vida nova das suas orelhas, hehe.
:*





Resolvi mudar a cor do blog pra ficar mais leve, e para voltar às origens dele: negação da estética. Template pré-fabricado. Preto. Branco. Simples. Onde somente os posts devem ter expressão. Mas a essência continua azul, se é que vocês me entendem. Bom, ela entende, é o que importa.

;)





Quero um dia todo na rede, com você. Só isso. Assim mesmo, bem entediante. Quietos, na rede, deitados enlaçados, como ontem. Curtindo a preguiça, tirando cochilos. Abraçando, fazendo carinho. É lindo ver você daquela forma, de cima, aninhada em meus braços, sobre meu peito. Doce e delicada. Com sono e preguiça, e um lindo sorriso nos lábios. É literalmente apaixonante.





Estava pensando em sua expressão de preguiça ao acordar. E no seu sorriso permanente, no porta-retratos. Vai demorar pra a noite chegar.





Engraçado não ficarmos plenamente satisfeitos com uma idéia de viagem só por ser "muito parecida com a última", sendo que tudo o que eu queria, é que aqueles dias não tivessem acabado. Que seja parecido! Que seja igual! Que seja ainda melhor.

Saudades.


domingo, janeiro 13, 2002




É cada vez mais natural estar em sua companhia. Acho que aos poucos, já começamos a sentir os efeitos da "convivência prolongada", como você mencionou. Menos afobação. E muito bom. Divertido, calmo, excitante, agradável.

Cada vez melhor.

;)





Fim de semana na praia com chuva ininterrupta. Ê, beleza. E o que é pior: trânsito pra voltar. O que significa que milhares de outros manés tiveram a brilhante idéia de ir ao litoral com um tempo desses.

Enfim, foi divertido de uma forma ou de outra. Companhias divertidas, sacanear Vanessa Marques e claro, passar o fim de semana ao lado da minha namorada.


sexta-feira, janeiro 11, 2002



Enquanto a maioria das relações - amorosas, sociais ou familiares - vive de aparências e se degenera nas verdades, nós, dentro do possível, nos importamos muito pouco com as aparências e nossas verdades nos cativam e aproximam. Por isso afirmo: as brigas são por você, não com você.

E nosso caminhar, passo a passo, é muito sóbrio.

Amo você.


quinta-feira, janeiro 10, 2002




Conforme prometido,
un peu de Provence.


Porto de Marseille






Argues Mortes






L'isle sur la sorgue






Palais de Papes, em Avignon






Na estrada, entre Aix en Provence e Marseille






Ruínas de um teatro romano, em Arles




Gordes









Olha só, diferente do que costuma fazer, hoje meu amor me deixou um comment. Que sensação boa!

:)
bjos, meu anjo.





É apenas medo, meu anjo. Medo de ter que voltar a arrancar as pétalas de bem-me-quer, mal-me-quer. Fiz isso por muito tempo, acho que não suportaria mais. Medo. Mas é justamente você quem mais me ajuda a vencer meus medos. Minha melhor amiga, minha namorada, meu amor.

;)

Todos temos direito ao medo. Mas poucos tem o privilégio de ter alguém como você para ajudar a vencê-lo. Eu reconheço perfeitamente o valor desse privilégio. E o seu valor. Ainda acredito no meu post anterior: conhecer o valor do que temos em mãos, enche de orgulho, mas também de medo. Medo da perda. Como você admitiu ter, no sábado. Mas pode ter certeza: conheço bem seu valor, e o orgulho é muito, mas muito mesmo, maior que o medo.

bjos





De que adianta um blog quando o nó na garganta não se traduz em palavras?


quarta-feira, janeiro 09, 2002




PS: eu não era tão popular no colégio.





É melhor eu dormir. Até amanhã.





A afirmação desse valor pode ser ainda mais agressiva que a negação.





Se por um lado nos enche de orgulho, por outro é muito assustador conhecer o valor do que se tem em mãos.




É ela. Usando minha blusa.







Azul






Se eu tiver saco, depois vou publicar umas fotinhas de minha passagem por Provence.
Très jolie!





Será que hoje conseguiremos nos ver?
Estou com saudades...





Mais uma vez não tive vontade de sair para almoçar. Não tenho perdido o apetite não. Pelo contrário, tenho comido bastatne. Apenas não tenho vontade de almoçar fora. Acabo pedindo algo pelo telefone. Não sei porquê.





Não leia nada que te deprima.
Nunca vá a um lugar perigoso.
Nunca trepe no primeiro encontro.
Nunca faça nada ilegal.
Não beba.


Você vai acabar ficando como a Manda.
Ruim? Não exatamente. A Amanda é ótima. Mas está perdendo algumas das melhores coisas da vida. Não necessariamente coisas tão boas que devamos fazer sempre. Mas experiências pelas quais vale a pena passar, ao menos uma vez na vida. Algumas, porque são ótimas. Outras, porque ensinam a aproveitar melhor quando vivermos algo ótimo.

Siga essa lista, e vai acabar desmaiando no MoMA.


Um beijo especial pra Amanda, e que fique bem claro: isso não é exatamente uma crítica. Como já disse, você é ótima. Isso é apenas uma divergência.
;)





Ando meio de saco cheio.




O foto dela me olha sorrinso... me observa trabalhando. E os e-mails dela chegam sem parar. É a melhor sensação que eu poderia ter no trabalho, considerando-se que não posso estar com ela.

;)


terça-feira, janeiro 08, 2002




Tema de hoje: intensidade. Discutido com a Manda por ICQ. Somos instensos sim. Sou intenso por muitos motivos. Um dos principais, explico com um texto que escrevi já faz algum tempo. Sobre um fato real. Resumindo, sou intenso porque não existe pause ou slow motion. É tudo em fast forward mesmo. Sem chance.

Aí vai o texto. O título, não poderia ser outro.

***

FAST FORWARD

Jamais imaginaria que um dia a encontraria ali. Fora uma grande amiga nos tempos de colégio. Inteligente, espirituosa, metida a “hiponga”, era adepta de tudo que não fosse “convencional” nem “burguês”. Tínhamos uma turma e tanto, que se reunia com freqüência para “curtir um som”, tocar um violão. Por força dos acontecimentos, perdi contato com todos eles, mas não a amizade. Mal a reconheci. Para começar, porque jamais imaginaria encontrar essa garota no Shopping Iguatemi, dos lugares mais “burgueses” de São Paulo. No entanto, os chinelos que usava e o andar desengonçado não negavam quem ela era. Não havia dúvidas, chamei-a.
Estava namorando há um ano, e no mesmo emprego há dois anos e meio. Eu mal podia acreditar. Muita coisa nela ainda lembrava minha antiga amiga, mas muita coisa havia acontecido nesses quase três anos em que não nos vimos. E a turma? Ainda fala com eles?, perguntei. Lembrei-me de que costumamos ter a ridícula sensação de que tudo que não está próximo permanece em “pause”, esperando que retomemos a pipoca e nos posicionemos confortavelmente para tornar a apertar “play” e recomeçar o filme.
Foi então que ela me contou que sua irmã, que se encontrava vendendo cocos nas praias da Bahia, voltara para Sampa, casara e já tinha um filhinho. Uma de nossas amigas se forma esse ano em Artes Plásticas. Outro, foi para Londres, sumiu no mundo, ficou um tempão sem mandar notícias, e voltou há cerca de um mês, mas desde então ela ainda não o vira. Bem, vamos direto ao que interessa: “você sabe a quem me referi quando perguntei do ‘pessoal’... como está ela?”, perguntei, indagando sobre uma de nossas amigas, indubitavelmente minha predileta na turma. Foi então que ela me respondeu, com aparente naturalidade: “Suicidou-se há dois anos. Jogou-se do Viaduto Sumaré”. E aquela noite pareceu para mim mais irreal do que nunca. Tudo soava tão absurdo, tão inconcebível. A notícia não deveria me espantar tanto. Quando conheci essa garota, ela havia tentado suicídio, tomando pílulas, mas sobreviveu. No entanto, certo dia, contou-me suas crises de depressão. Disse-me ainda: “Se eu pudesse escolher entre viver como uma pessoa normal ou matar-me, claro que faria a primeira opção. Mas essa opção eu não tenho. Desse jeito, não dá para viver. Agora estou bem, mas por causa dos remédios. Minha esperança é de que eles me curem, pois ao contrário do que pensam os que me reprovaram, tenho muita vontade de viver”. Da última vez que falei com ela, parecia ótima. Tinha acabado de entrar na faculdade, estava diminuindo a dose dos medicamentos e se encontrava bem disposta e esperançosa. Garantiu-me: “estou bem”. Pelos meus cálculos, matou-se dois meses depois.
Muitas coisas me revoltaram nessa história. A primeira, sem dúvida, foi o fato de uma garota incrível como ela não ter tido sua chance. A escolha, ao contrário do que parece, não fora dela. Depois, revoltou-me a aparente naturalidade com que o fato foi-me revelado. Estava porém, sendo injusto, eu sei. Todos sentiram muito a perda. O que me indignava, na verdade, era nossa macabra capacidade de nos acostumarmos. Eu estava chocado porque vivia naquele momento algo que acontecera há dois anos. Certamente, em pouco tempo, também me acostumaria. Era preciso. No entanto, é revoltante ser capaz de me acostumar com algo tão absurdo. Puxa vida: saltou do Sumaré! Deve até ter sido notícia, e eu não soube. Ou talvez não. Por que haveria de ser notícia? Era só mais uma. Mais uma vítima da incompreensível condição humana, que faz com que sejamos capazes de nos acostumarmos com tudo. Exceto, algumas vezes, com a própria vida. Sobretudo, se em “fast forward”.


***





Bom, eu deveria escrever um post enorme em resposta aos comments da Vanessa. Mas acho que o que precisava ser dito, disse diretamente a ela. Enfim, não publiquei o nome dela no post, para manter a privacidade, mas ela se identificou no comment. Foi muito simples: ela me disse algo que me chateou. Pediu desculpas, que foram mais q aceitas. Enfim, palavras impensadas... pode acontecer com qualquer um, certo?

Beijão, Van.
;)




mão





piercing





sorriso





Sim, é ela.




segunda-feira, janeiro 07, 2002




O comportamento humano é mesmo algo incompreensível e imprevisível. É engraçado como pessoas com um puta coração tomam certas atitudes. Jogar um balde de água fria pelo mero prazer de molhar e esfriar. Por nada. Simplesmente por deixar que o mau humor e o glamour do estilo depressivo-sarcástico-quase-auto-destrutivo tome conta de suas atitudes. E que a personagem tome conta do ser.

Ainda mais imprevisível e incompreensível se vindo de alguém que tanto admiramos e gostamos. E que obviamente não deixaremos de gostar e admirar por tão pouco. Mas sem dúvida muda algo em nossa forma de enxergar a pessoa.

A garota sensível e delicada do Big Kiss e do cartão único é muito mais admirável que a autora ácida e sarcástica, menina. Não se esqueça disso. Ainda que seja menos "style". Seu estilo é natural... e não tem nada de destrutivo.

Já disse antes, mas repito:
1. Você cria melhor do que destrói, ao contrário de mim, que sou melhor crítico do que criador. Isso é admirável.
2. A prepotência é mesmo admirável. À distância. E somente lá, como objeto em exposição.

Talvez no blog. Talvez na personagem. Não na amiga.

Grande beijo, com o carinho de sempre.





Depois que acabei de ler "Depois que acabou" fiquei um bom tempo pensando. Pensando sobre até que ponto eu estaria sendo imparcial. Porque gostei muito do livro e fiquei me perguntando até que ponto minha admiração pela autora me influenciou e até que ponto o livro é bom mesmo. Não cheguei a nenhuma conclusão definitiva, a não ser uma: para arrepiar desse jeito, ainda que não seja um clássico da literatura universal (não estou, também, dizendo que não seja), merece ao menos ser publicado, sem dúvidas. O fato é que as passagens do livro que mais me prenderam a atenção foram aquelas em que mais enxerguei a autora na personagem. Então não sei ao certo se o que há de melhor na história é a autora ou o livro. Mas que tem coisa boa tem. Em ambos.

A propósito, a autora é Daniela Abade, também autora do genial Mundo Perfeito. Por trabalhar com ela tive o privilégio de ler o livro que ainda não foi publicado. O mercado editorial é complicado. Fico na torcida.

;)






Com relação ao post do Reveillon, devo esclarecer uma coisa, que na verdade acho que já está clara, mas reforço:
sim, essa história que só acontece em filmes aconteceu comigo.

O Munhoz deixou um comment genial sobre isso. O comment está lá mas, pra quem não leu, eu publico aqui: "Tem coisas que só acontecem em filmes, novelas, e com os outros". A frase é de um amigo dele.

Bom, a mim ela não se aplica mais né? Ao menos nessa situação. Mas aplica-se em diversas outras, sem dúvidas.

[]s







Quantas saudades!





Andei recebendo comments de pessoas que não conheço. O que deveria ser muito normal para um blog, mas não costuma rolar no meu. Bom, ele é um pouco novo ainda... De qualquer forma, recebi comments de Domi, Munhoz e Marina, aparentemente todos vindos do blog da Vanessa Marques.

Espero que continuem visitando o Lonely Screams. Não sei se meu blog está em sua fase mais áurea, mas vou me esforçar para postar coisas legais. Ele esteve mas inspirado num período de mais inseguranças, afinal, a criação surge do conflito, certo? De qualquer forma, tentarei mantê-lo inspirado. Uma musa para isso é o que não me falta, como vocês devem ter notado.

Abraço, e valeu pela visita.
:)




Ops, parece que cometi uma gafe. Publiquei o texto "Ter ou não ter namorado" declarando ser do Drummond. Segundo a Marina, que comentou o post, não é ele o autor. Nesse caso, não faço idéia de quem seja, mas o texto é legal. Se alguém souber de quem é, por favor, me diga!

[]s


sexta-feira, janeiro 04, 2002




Alguém de vocês já foi pedido em namoro pela pessoa que ama, em plena virada de ano, sob fogos de artifício e com uma Chandon na mão?

Assim: dá meia noite, começam as queimas de fogos. Você está com ele(a) e o(a) ama muito. Ele(a) vira pra você e te pergunta, com um brilho lindo no olhar: "Quer namorar comigo?". Chandon na mão, já aberta. Euforia. Fogos. Sim. Claro, você diz que sim. E então ele(a) diz que o(a) ama. E repete isso várias vezes, sussurrando em seu ouvido. Vocês se beijam e bebem Chandon. Feliz Ano Novo.

Não, né? Claro que não. Essas coisas só acontecem em filmes.







Hehe, não poderia deixar de postar isso:
a Vanessa colocou esse blog dentre os 5 da semana. Que honra!

:D





Sofrer é uma arte.


quinta-feira, janeiro 03, 2002



Para quem andou me perguntando porque "minha musa" nunca comenta meu blog:
Ela me deu essa resposta um tempo atrás - sem que eu perguntasse nada: ela comenta tudo pessoalmente. E é verdade. Ela comenta diretamente para mim.

;)

Mas ela lê sim senhora, dona FL. Sempre.




Foi simplesmente inacreditável como tudo aconteceu. Não falo apenas dos últimos dias, ou da virada maravilhosa (do ano, e da minha vida) que ela me proporcionou. Falo dos últimos anos. Parece mesmo coisa de cinema. E é o que eu sempre digo: Sou feliz à medida que minha vida se parece com um filme. Os momentos mais felizes da minha vida, eu passei em frente ao telão. Sobretudo na companhia dela. De certa forma o cinema me frustra, porque eu sempre espero que a vida se pareça com um belo filme, e certas coisas só acontecem mesmo em filmes. Mas hoje vejo que podemos fazer de nossa vida um filme. A diferença, é que esse filme não se dirige sozinho. É preciso estar em sintonia, e dirigir a dois. Assim, podemos transformar cada instante em cinematográfico. Com toda a magia que sempre vejo nas telas. E é isso que estamos fazendo de nossas vidas agora. Transformando-a em um belo filme. E dirigindo-a com talento e maestria. Resta agora não fazermos como os diretores inexperientes e deslumbrados, que se perdem no meio da filmagem. É preciso continuar com uma produção minuciosa e nos preocuparmos com detalhes. Assim, toda a obra tende a ser fantástica, e a beleza se estende ao longo da história.


Viver um filme. Esse é apenas um dos meus muitos sonhos que ela já realizou.




é simples:

corte a calabresa em fatias redondas, depois divida em quarto
azeitodas pretas - também corte quatro pedaços, ao redor do caroço
corte o pimentão vermelho e o amarelo em pedaços pequenos
corte o alho nos menores pedaços que sua paciência permitir
não use cebola, pois ela não gosta
em uma frigideira, coloque uma taça de vinho branco, e as linguiças
deixe parado por um instante, para pegar gosto, depois ligue o fogo
em outra frigideira, coloque manteiga e derreta-a - quando estiver bem quente, coloque o alho
depois, acrescente o pimentão à manteiga e doure bem
e claro, em outra panela, coloque água para ferver, depois coloque o macarrão, com algumas gotas de óleo
depois que o vinho branco estiver seco, e a lingüiça frita, coloque o pimentão dourado, acrescente as azeitonas
coloque molho de tomate e creme de leite (numa proporção aproximada de 1,5 medida de molho para 1 medida de creme de leite)
mexa bem, até que a cor esteja homogênea, e o molho fervendo
retire o macarrão da água quando estiver "al dente"
escorra o macarrão, coloque o molho, e pode servir

mas só fica bom se ela estiver do lado, com abraços, beijos e uma taça de um bom vinho tinto, com aquele olhar e sorriso que só ela tem





fogos
lágrimas
chandon
palavras certas
brilho nos olhos dela
ouro preto
sorriso dela
beijos
abraços
cozinhar pra ela
dançar agarrado
cida bêbada
blusa amarela
macarrão com atum
luzes coloridas
velas de fabiano
batatinhas com calabresa
beber no gargalo
dividir a comida, o prato, o garfo
esconder o cd da chata da bandana
risadas
mais beijos
abraços
alegria
estar bêbados de felicidade, zonzos de dançar, "altos" de cerveja, vodka e champagne
ficar junto dela
virar o ano
ser namorado dela
boas festas
com certeza, foram muito boas


quarta-feira, janeiro 02, 2002




Desculpem a falta de originalidade. Sim, copiei esse post do blog da Manda. É q eu não resisti, vem muito a calhar com o momento.

:)

ter ou não ter namorado
do drummond


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho
, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.


Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.




Feliz 2002 para todos.

Um beijo especial para a Manda, q me mandou um e-mail carinhoso.
Outro pra
Vanessa Marques. Me conta, amiga, como foi sua virada?
E claro, beijos para o meu amor. Mas nela dei os beijos pessoalmente. Felizmente, compartilhei com ela o melhor Reveillon de minha vida.

:)




Parodiando o amigo Miguel:

Vou te amar para sempre em Ouro Preto